DANÇAS AFROLATINAS

Bachata, Chachachá, Kizomba, Merengue, Roda de Casino, Rumba, Salsa, Semba, Son Cubano

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Em cada aula são ensinadas duas danças, uma das quais é a salsa - expoente máximo das danças afrolatinas. O aluno toma contacto com estas nove danças, estruturadas em sete níveis ou graus de dificuldade, durante cerca de três anos. Esta é a única modalidade disponível.

Se não lhe interessar aprender todas estas danças, deve (1) frequentar um dos nossos Workshops Regulares (temáticos), (2) solicitar a alguma entidade de âmbito educativo ou cultural, pública ou privada, que organize um Curso ou Workshop com a nossa participação ou (3) solicitar Aulas Particulares, nas quais poderá aprender as danças que escolher ao seu próprio ritmo.  

                                                                                                                                                                              

1º ano para

COMEÇAR A DANÇAR

INICIADOS 1​ - Movimento afrolatino, merengue e salsa básica (duração de dois/três meses)
INICIADOS 2​ - Kizomba, kuduro, salsa cubana e roda de casino (duração de dois/três meses)
INICIADOS 3 - Bachata e salsa em linha (duração de dois/três meses)

PLANO DO CURSO

Danças Afrolatinas, aulas regulares

Professor Jonas Ribeiro

2º ano para

DANÇAR BEM

INTERMÉDIOS 1 - Son cubano, chachachá, introdução; salsa em linha, salsa cubana, roda de casino, kizomba, bachata, aperfeiçoamento (duração de 6 meses)
INTERMÉDIOS 2 - Chachachá, salsa em linha, salsa cubana, roda de casino, kizomba, bachata (duração de 6 meses)
INTERMÉDIOS 3
- Chachachá, salsa em linha, salsa cubana, roda de casino, kizomba, bachata (duração de 6 meses)

3º ano para

DANÇAR MUITO BEM

AVANÇADOS - Desenvolvimento de novas competências na prática das danças, com destaque para a salsa em linha - nos estilos Los Angeles (on1), Porto Rico (on2) e Nova Iorque (on2) -, o chachachá, o son cubano (on2) e a salsa cubana (on1). Neste nível o aluno desenvolve a percepção do ritmo musical, aprofunda a técnica individual e adquire um apreciável domínio da condução, do seguimento e da interpretação na dança.

MERENGUE

Surgiu na República Dominicana a partir da prática da contradança europeia pelos nativos, sendo cultivado em toda a região caribenha e americana, bem como em África e na Europa.

BACHATA

Combina características do son cubano e da ranchera mexicana. Apesar de ser um componente importante da vida quotidiana dos dominicana, apenas nas últimas três décadas se impôs como uma das principais expressões culturais do país. O famosíssimo músico Juan Luís Guerra, quase sozinho, legitimou a bachata e fez dela um motivo de orgulho cultural ao mesmo nível do merengue, com o que revolucionou a indústria musical dominicana. O seu disco Bachata Rosa de 1990 foi um grande êxito internacional que conquistou records de vendas e lhe garantiu o Grammy de «melhor álbum tropical». Daí até ao crescimento da popularidade da bachata enquanto dança praticada em todas as festas latinas foi um passo. Nos últimos anos a bachata impôs-se em Portugal através das escolas de dança e também mediante êxitos de popularidade musical como «Obsesion», da banda Aventura.

SON CUBANO

Nasceu em Santiago de Cuba do cruzamento da cultura índia nativa com as culturas europeia (a contredanse de Paris, a country dance de Londres e a contradanza de Madrid ao som dos instrumentos de corda) e africana (o ritmo de percussão dos tambores). Os haitianos levaram a contradanza para o Oriente de cuba e aí nasceu o danzon e mais tarde o son, as matrizes de onde derivaram as modernas músicas e danças latino-americanas dançadas depois em países como Porto Rico, Colômbia e Venezuela...
O instrumento inovador que esta música traz consigo  - a clave - viria a ser «a chave» para todas as danças que derivaram dos ritmos cubanos. 

CHACHACHÁ

Nasceu em Cuba da evolução do danzón a partir de influências do son montuno. O ritmo original é a onomatopeia dos sons da percussão e também dos sons produzidos pelos pés dos bailarinos ao deslizarem no chão.

CHACHACHÁ

Nasceu em Cuba da evolução do danzón a partir de influências do son montuno.

SALSA, estilo «dile que no» (Cuba)

A salsa cubana deriva diretamente do son cubano, mas a salsa dança-se sobretudo no tempo 1, ao passo que o son se dança no tempo 2 da música.

Os passos fundamentais da salsa cubana designam-se «dile que no» e «guapea». O par roda sobre si próprio em movimentos redondos.

Em Cuba chama-se «casino» à salsa, em virtude de ter começado  a desenvolver-se à porta dos casinos de Havana frequentados por americanos e outros turistas, onde os locais não entravam mas mostravam a sua cultura. 

Hoje dança-se ao som do songo e da timba, subgéneros nascidos já na segunda metade do século XX, por infuência de sons eletrónicos, do jazz e do rock, ao mesmo tempo que se renova a tradição através de um movimento de retorno ao estilo tradiconal baseado no «son cubano», matriz de identidade de todas as danças afrolatinoamericanas. 

RODA DE CASINO

Dança de grupo baseada nos passos de salsa cubana, em que os pares se deslocam em círculo e os parceiros mudam de par constantemente, resultando num espectáculo vivo e alegre. Nasceu em Cuba.

SALSA, estilo «cross body lead» (Nova Iorque-Porto Rico-Los Angeles)

A salsa nasceria por volta de 1959 no «Latin Quarter» de Nova Iorque onde os emigrantes caribenhos afirmavam  as suas raízes culturais como forma social distintiva.

Depois vários processos de fusão desta cultura rural com a cultura urbana, nas quais o ingrediente mambo (outra dança cubana) também intervém, a salsa comercializou-se e internacionalizou-se enquanto música e dança.  Hoje é dançada por emigrantes da diáspora caribenha, americanos, europeus, africanos, asiáticos... em cidades como Nova Iorque, Los Angeles, Havana, S. Juan de Puerto Rico, Cali, Caracas, Londres, Paris, Milão, S. Petersburgo, Tóquio, Madrid, Valência, Porto, Lisboa, Coimbra...

O estilo «cross body lead» ou «fania» (nome da primeira grande editora de discos de salsa),  representa a origem portorriquenha dos movimentos do par nesta forma de dançar a salsa.

KIZOMBA

Dança de salão a par originária de Angola, cuja música resulta de um feliz casamento entre o tradicional semba e o antilhano zouk. Caracteriza-se por movimentos lentos e sensuais e também pela proximidade e cumplicidade entre o par. Enquanto género musical e de dança nasceu apenas há menos de três décadas, mas já antes existiam em Angola as «farras» ou «kizombadas» - festas de amigos onde se dançavam o semba, a rebita, o kazukuta e outras danças tradicionais e populares. Nos nossos dias a kizomba é uma música de grande sucesso em Portugal e em todos os países de expressão oficial portuguesa. Está também presente em países como França, Espanha, Grâ-Bretanha, Austrália e Polónia... Em Portugal, além de figurar no topo das listas de vendas há vários anos consecutivos, é presença obrigatória em festas latinas e populares.

SEMBA

Dança tradicional angolana a par com movimentos divertidos, malabaristas ou atrevidos, de passos relativamente largos, cheios de repentismo e surpresa. A sua origem pode estar na chamada umbigada ou dança do umbigo. O contacto entre o corpo do homem, que segura o corpo da mulher ao nível da cintura e a puxa para si, é o movimento típico desta dança. Pode chamar-se também rebita, batuque, batucada, lundu.. ou lundum. Esta última designação corresponde a uma dança de origem africana, introduzida em Portugal no séc. XV e praticada em círculos pagãos, que viria a ser proibida pelo rei D. Manuel I por ser «contrária aos bons costumes». 



Angola estilo musical e dança popular em que um bailarino dança sozinho no centro da roda, chamando depois outra pessoa para o substituir batendo nela com o umbigo

(Do quimbundo semba, «umbigada»


semba In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012.
[Consult. 2012-12-28].

Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/semba>.

RUMBA

A rumba desenvolveu-se no século XIX em Cuba, nas províncias de Havana e Matanzas, a partir de práticas trazidas pelos escravos africanos. Era a dança da fertilidade, em que os passos dos bailarinos imitavam a corte dos pássaros e outros animais antes do acasalamento. Durante a dança, havia sempre um elemento de insinuação e fuga. Os movimentos energéticos e sensuais eram considerados demasiado vulgares e perigosos, pelo que a dança chegou a ser proibida.
Yambu é o estilo mais antigo de rumba, algumas vezes também conhecido como rumba dos velhos. É uma música de batida lenta e incorpora movimentos que simulam fragilidade, fingindo uma falta de força. Pode ser dançada individualmente ou a par, mas geralmente sem contacto físico.
A rumba guaguanco é mais rápida, tem ritmos mais complexos e envolve movimentos sensuais, de explícita conquista, entre o homem e a mulher. A mulher ao mesmo tempo seduz e protege-se do homem, que tenta apanhá-la desprotegida com um «vacunao» – quando aponta para ela com um lenço ou lançando seu braço, perna ou pélvis em direcção da mulher, num acto de simbólico do contacto sexual. Para defender-se, a mulher pode cobrir-se com as mãos ou usar sua saia para proteger sua pélvis e expulsar a energia sexual para fora de seu corpo.
A columbia é o estilo de rumba mais rápido, enérgico e tradicionalmente masculino. O dançarino, num solo, provoca os tocadores de tambores para tocar ritmos mais complexos que ele pode seguir com seus movimentos criativos e algumas vezes acrobáticos.

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